Greve Geral
Informativo sobre associações, organizações sociais, ong's, ativismo e
sociedade
Carta do grupo internacional hacker anonymus - 29.06.2011
(o grupo seria um dos responsáveis pelo ataque a sites do
governo brasileiro em 22 de junho de 2011)
Saudações,
membros
da
OTAN. Nós
somos os Anônimos.
“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao
‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’
e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário
do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas
com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a
de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é
a vontade do povo que deve prevalecer. A única ameaça que a transparência
oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma
forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências
democráticas e a responsabilização por tal comportamento.
Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous
à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a
HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante
– suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não
aceita que o governo e/ou os militares tenham o direito de estar acima da
lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar
atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve
também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas
urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar
uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo
comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem
julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de
quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa.
Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações
das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão
daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos
casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome –
por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não
tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e
WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a
organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa
errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos
ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.
Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que,
em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo
não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada
‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um
escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado
das revelações do Anonymous ou do WikiLeaks, eles foram um resultado do
conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair
somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta,
ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.
Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como
eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde
melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a
informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à
imprensa.
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se
preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos
que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada.
Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que
enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso,
tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a
sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia
estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é
necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam
em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a
dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um
coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês
defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora,
necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro
de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se
você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu
lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós por pura
raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo.
Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…”
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Videos do anonymos e seus fãs no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=MZZVETrrS9M
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